PLANTIO DA SOJA AVANÇA LENTAMENTE NO BRASIL E PREOCUPA SETOR DO AGRONEGÓCIO

NOTAS & FATOS

Notas breves, fatos relevantes.

Entre o acontecimento e a interpretação, a realidade cotidiana se apresenta em fragmentos que exigem discernimento, síntese e juízo prudente.

por | 15 set 2025

(15 de setembro de 2025) — O início da safra de soja 2025/26 no Brasil avança em ritmo muito lento e já acende sinais de alerta no setor do agronegócio. Segundo levantamento da consultoria AgRural, até o dia 15 de setembro, apenas 0,12% da área estimada havia sido plantada. O índice mostra crescimento em relação à semana anterior, quando estava em apenas 0,02%, mas ainda revela atraso diante da expectativa para o período. No mesmo intervalo da safra anterior, o percentual era de 0,06%.

A estimativa é que o país plante uma área recorde de 48,6 milhões de hectares, com produção projetada em 176,7 milhões de toneladas. Caso o número se confirme, o Brasil alcançará uma nova marca histórica na produção de soja. Porém, especialistas ressaltam que o resultado depende diretamente das condições climáticas, especialmente do regime de chuvas, que neste ano está mais tardio e irregular.

Os estados que já iniciaram a semeadura são Paraná, Mato Grosso e São Paulo. No Paraná, os trabalhos apresentam melhor ritmo, mas no Mato Grosso — maior produtor nacional — o plantio segue praticamente parado em razão da baixa umidade no solo, o que impede o desenvolvimento das sementes.

A preocupação com o atraso não se restringe à soja. O milho de verão, primeira safra do ciclo, apresenta ritmo mais acelerado: — 17% da área já foi plantada no centro–sul do país, frente a 12% na semana anterior e 19% no mesmo período do ano passado. A área estimada para o cereal é de 2,439 milhões de hectares, com produção potencial de 18,1 milhões de toneladas.

O setor acompanha com atenção os próximos dias, na expectativa de que a regularização das chuvas permita acelerar os trabalhos e garantir que o calendário agrícola não seja comprometido. Afinal, qualquer atraso pode afetar não apenas a produção doméstica, mas também as exportações, os preços internos e, consequentemente, a inflação de alimentos.

Fonte: Reuters.

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