Notas breves, fatos relevantes.
Entre o acontecimento e a interpretação, a realidade cotidiana se apresenta em fragmentos que exigem discernimento, síntese e juízo prudente.
O termo maniqueísmo político consiste na polarização artificial que marca a política brasileira entre adeptos da direita e da esquerda. Trata-se de uma redução simplista da complexidade política a uma luta binária e moralmente carregada: — o bem, representado pelo próprio grupo, versus o mal, encarnado pelo grupo oposto. Essa polarização é artificial, pois não se fundamenta em um referencial comum compartilhado entre os lados; possui apenas uma finalidade prática em comum: — conquistar poder e silenciar o adversário. Até certo ponto, nenhum dos lados possui vantagens claras nesse jogo.
No entanto, quando observamos as políticas de esquerda, nota-se que fenômenos como a desordem social, o relativismo moral e a desconstrução da família são tratados meramente como pautas ideológicas contrárias ao conservadorismo. A centralização estatal da esquerda é entendida apenas como um modo distinto de operar, divergente dos valores liberais de liberdade individual. E os meios que a esquerda emprega para atingir seus objetivos, muitas vezes fora das linhas constitucionais, são considerados tão “válidos” quanto o cumprimento formal da lei pelo lado conservador. Na esfera política, essas divergências podem parecer meras ideologias em confronto; mas, na realidade, todos sabem do que se trata.
Uma sociedade está lutando para se manter dentro de uma estrutura histórica construída e consolidada pela experiência humana, enquanto enfrenta uma ideologia de poder dominante que neutraliza consciências, promove uma luta social interminável e gera uma instabilidade social sem precedentes. Eu sinceramente não acredito que esse jogo aqui vá terminar bem, pois ele já é injusto em sua estrutura, uma vez que permite que ideias abstratas com fundamento na instabilidade social (a guerra de classes) configure um ambiente em que já sentencie um lado ao total escrutínio.
Basta analisar que qualquer debate com um acadêmico de esquerda terminará com um protesto litúrgico com a expressão “recua, fascista, recua”. Ou seja, o jogo dialético neste jogo tem um pressuposto claro, a oposição não pode contrariar as pautas da esquerda, pois esta tentativa é equivalente a um burguês tentando manter as estruturas de domínio contra uma minoria oprimida.
Outra consequência que emana deste jogo fracassado é a de considerar tudo como um ato político, uma tentativa rígida e extremista de cercear as liberdades individuais classificando as pessoas entre opressores e oprimidos e, a partir destas classificações, igualar tais ideias aos antigos regimes totalitários como o fascismo e o nazismo. O resultado é um ambiente dominado por jovens autoritários e desinformados nas universidades; por artistas que, com certo histrionismo, entoam “Luz de Tieta” na Avenida Paulista em protesto contra o processo de anistia — o mesmo que outrora os beneficiou, apesar dos crimes reais que cometeram, inclusive o de assassinato; por um Supremo Tribunal alinhado a ideais de dominação que não competem ao poder judiciário; e por uma velha imprensa que sobrevive à sombra da verba pública e da proteção estatal. A oposição é tachada de “fascista” pelos jovens e pelos artistas; o Supremo arma um julgamento condenando-os como meliantes e a imprensa está disposta anunciar tudo isto como uma grande vitória da democracia brasileira. É uma cena em que a manipulação ideológica e a teatralização política substituem qualquer debate sério, tornando o jogo injusto e permanentemente desequilibrado.
Nem mesmo uma “esquerda razoavelmente equilibrada” encontra espaço neste debate. O recente caso do universitário Sávio Silva de Oliveira, doutorando em Ciência Política na USP, exemplifica o extremismo da esquerda atual. Ele foi classificado como membro da extrema–direita, não por compartilhar os valores defendidos pelo bolsonarismo, mas simplesmente por reconhecer que certas ideias podem ser válidas no debate público sem necessidade de rotulação. Esse gesto de abertura ao diálogo foi suficiente para que surgissem e-mails de hostilidade e ameaças. Se isso já é absurdo, torna-se ainda mais grave ao se considerar a reação da esquerda diante do doutorando que estava ao lado de Firmino Cortada, meu conterrâneo sul–mato–grossense, abertamente de direita. Nesse cenário, a esquerda revela não apenas intolerância, mas um extremismo capaz de criminalizar o simples ato de debater ideias.
É verdade que a redução da política à dicotomia direita/esquerda é simplista e que ambos os lados caem nesse erro. No entanto, considerando a ausência de referencial comum, a utilização da guerra social para gerar instabilidade e julgamento prévio — em que um dos lados já é sentenciado à crítica e à marginalização — e o expurgo de vozes equilibradas, pelo menos do ponto de vista das reações públicas, fica claro que o jogo já possui um vencedor predeterminado. Diante dessa injustiça, surge uma questão inevitável: — quebrar os paradigmas do jogo é realmente imoral? Desconsiderar o Supremo Tribunal Federal e apelar a uma autoridade estrangeira é antipatriótico? Levantar a bandeira americana durante uma manifestação no Dia da Independência é um ato antinacionalista? Além disso, quando vemos a esquerda protestar contra uma PEC — a chamada “blindagem” — sob o argumento de que ela criaria brechas para a corrupção, deveríamos realmente crer que seu propósito é promover uma política transparente e banhada em honestidade? Claro […] assim como acreditaríamos que certos artistas carnavalescos madrugam para escrever tratados filosóficos sobre moralidade. Tudo no Brasil é teatral, e o teatro, convenhamos, tem sempre uma plateia pronta para aplaudir ou xingar, mas nunca para pensar. Até mesmo a direita entrou nesse espetáculo tragicômico: — ao criticar a PEC, afirmou que ela serviria para blindar corruptos, esquecendo que desde o início seu próprio discurso já denunciava que os corruptos estavam devidamente protegidos pelo emparelhamento entre judiciário e imprensa.
Entretanto, a Direita precisa começar a enxergar o seu verdadeiro inimigo pelo que ele realmente é. Quando esse Leviatã se ergue contra as liberdades individuais, contra a ordem social historicamente construída, e recorre a meios maquiavélicos para conquistar — e manter — o poder, não estamos diante de uma mera oposição de ideias, mas de criminosos da pior espécie. Basta analisar o histórico de cada um desses bandidos para perceber que nenhum deles sairá limpo deste jogo.
Suas mãos estão manchadas de sangue, seus bolsos transbordam de dinheiro público desviado, e a permanência política dessa vertente se sustenta justamente na ênfase contínua da guerra, da luta de classes e da desordem social — males que ela própria cria e depois finge combater.
E quando afirmo isso de forma clara e incisiva, logo surge o esquerdista hipócrita — aquele que vibra ao ver idosas presas por anos sob a acusação de um “golpe de Estado” e, com o cinismo habitual, sentencia: — “isso é extremismo”. Curioso — são os mesmos que celebram a morte de um influente conservador americano como Charles Kirk ou, se não o fazem abertamente, tampouco condenam o crime.
São também os que transformam em “santos” torturadores e ditadores comunistas como Che Guevara e Fidel Castro.
E, quando examinamos como o maior partido de esquerda do Brasil ascendeu ao poder que hoje ostenta, não é preciso cavar muito fundo: — logo se descobre o rastro de auxílio estrangeiro, de organizações criminosas e da corrupção que se tornou a marca inconfundível de seus períodos no Executivo.
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