Notas breves, fatos relevantes.
Entre o acontecimento e a interpretação, a realidade cotidiana se apresenta em fragmentos que exigem discernimento, síntese e juízo prudente.
(13 de setembro de 2025) — O Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) revisou nesta semana sua projeção para a carga de energia elétrica no Brasil, indicando uma retração mais acentuada do que o esperado anteriormente. A nova estimativa aponta para uma queda anual de 2,3%, com demanda média de 79.403 megawatts (MW) ao longo do mês.
Na semana anterior, a previsão era de redução de 2,0%. Segundo analistas, a revisão reflete uma combinação de fatores: — a atividade econômica em ritmo mais fraco, temperaturas amenas que diminuem o uso de refrigeração e, em menor escala, o efeito de maior eficiência energética.
O quadro hidrológico segue como ponto central. Para setembro, o ONS prevê chuvas no Sul equivalentes a 119% da média histórica, avanço significativo frente aos 79% da semana anterior. No entanto, no Sudeste e Centro–Oeste, regiões de maior peso para a matriz elétrica, a previsão é de afluências em torno de 59% da média, um recuo em relação aos 60% calculados antes. O Nordeste deve registrar 47% e o Norte, 60%, ambos praticamente estáveis em relação às estimativas anteriores.
Mesmo com melhora localizada, os reservatórios do Sudeste/Centro–Oeste — responsáveis pela maior parte da geração hidrelétrica — devem encerrar setembro com nível médio de 51,6% da capacidade, levemente abaixo dos 51,8% projetados anteriormente.
Embora não haja risco iminente de racionamento, a situação exige cautela. O equilíbrio do sistema elétrico dependerá tanto da evolução da demanda quanto da regularidade das chuvas nos próximos meses, já que a hidreletricidade permanece como base do abastecimento energético brasileiro.
Fonte: Reuters.
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